É muito discutida a questão do incentivo a leitura. Deve-se incentivar o hábito ou desenvolver o gosto pela leitura?
A palavra hábito pressupõe obrigação, e uma coisa obrigada nunca é prazerosa. Então esse termo ‘hábito’ não está adequado para se trabalhar a leitura, visto que a leitura tem que ser algo prazeroso.
No artigo ” do hábito de ler à leitura como significado:qual a diferença?, de Miriam Danta, a autora aponta a duas visões sobre esta perspectiva. Há tanto absurdo na abordagem associacionista que eu fiquei imprecionada. São apresentados alguns exemplos que defendem o termo hábito, exemplos estes que podem ser aplicados a qulaquer coisa menos a leitura e o desenvolvimento cognitivo.
O termo que caberia neste caso seria o estimulo ao gosto pela leitura, pois ela deve ser prazerosa e não uma imposição, claro que no processo de aprendizagem o ser humano, principalmente na escola e na faculdade terá contato com leituras que irão contra o seu gosto, mas o processo leitor não precisa e nem deve começar por tais leituras.
A autora cita no artigo que a leitura deve ser entendida “como ato afetivo e cognitivo”. Por exemplo, ainda que leiamos o mesmo texto varias vezes a cada vez que lermos teremos novas descorbertas dependendo do momento em que estivermos vivendo. As vezes aquela história parece com a nossa. Ou seja, cada leitura é uma nova descoberta.